“Vivia escrevendo cartas sobre mim, mesmo vivendo meu cotidiano repleto de mesmices e repetidas melancolias. Assim como todo brinquedo pára de funcionar, eu também desisti de lutar. Minha última carta, eu entreguei a todos que eu conhecia, a todos que eu havia depositado esperança há tanto tempo. Se alguém me escutar e abrir a porta para mim, entrarei. Se alguém estender a mão, serei seu mais fiel amigo e acompanharei sua jornada. Se alguém perguntar o que há naquela carta, responderei. Responderei, aos sussurros, que aquela carta, aquela tão simples carta, suplicava do mais profundo da minha alma: Salvem meu coração.”
“Pode ser. Pode ser que eu não seja mesmo o mocinho da história. Pode ser que eu seja o bandido, o vilão, o antagonista. Pode ser que eu seja o fingido, o dramático ou até mesmo o figurante. Pode ser que eu seja o que morre no começo ou no final. Pode ser que eu seja o ladrão, o enganador, o psicopata. Pode ser que eu seja o cretino, o dissimulado, o ferrado. Pode ser que eu seja mesmo o filho da puta, o fora da lei, o maquiavélico. Pode ser que eu seja todas essas coisas ruins. Porque nessa brincadeira dos filmes… Nessa brincadeira de três pessoas, só eu saí perdendo. É exatamente disso que a vida é feita, de momentos. Momentos que temos que passar, sendo bons ou ruins, para o nosso próprio aprendizado. Nunca esquecendo do mais importante: Nada nessa vida é por acaso. Absolutamente nada. Por isso, temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível. A vida nem sempre segue a nossa vontade, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser Enquanto você dormia, fiz planos pra gente, enquanto sorria, admirava seus lindos olhos castanhos. Por você me refiz, me transbordei, me doei. Me entreguei, me fiz mais. Pra você vai todo meu amor. Ele considerava o amor um presente, uma dádiva oferecida a alguns e não a outros. Ninguém podia exigir tê-lo. Virei pro lado, fechei os olhos … E me deu saudade. Puta merda, me deu muita saudade. Eu que não fumo, queria um cigarro. Eu que não amo você, envelheci dez anos ou mais nesse último mês. Eu que não bebo, pedi um conhaque pra enfrentar o inverno que entra pela porta que você deixou aberta ao sair. Quero me desculpar comigo, mas não sei exatamente qual o erro que cometi. Minha solidão não depende da presença ou ausência de pessoas, pelo contrário, eu odeio quem rouba minha solidão sem, em troca, me oferecer verdadeira companhia.”
“Você não merece tudo que eu ouso sentir.”
O silêncio é sagrado. Ele aproxima as pessoas, porque só quem se sente confortável ao lado de outra pessoa pode ficar sentado sem falar. Esse é o grande paradoxo.

O silêncio é sagrado. Ele aproxima as pessoas, porque só quem se sente confortável ao lado de outra pessoa pode ficar sentado sem falar. Esse é o grande paradoxo.